Por esses tempos de Semana Farroupilha, o Baita Chão
recebe de braços abertos os alegretenses que estão desgarrados por outras
Estâncias e também milhares de estrangeiros que vêm beber da água do
Ibirapuitã. E numa destas, o vento Minuano trouxe uma leva de uruguaianenses
para o solo Alegrentense, dentre os habitantes da nossa Vila mais bem cuidada
estava o músico que rodeia o Mundo (mas nasceu no lado de lá do Alegrete),
Pirisca Grecco (no twiiter @piriscagrecco).
| A alegria do Pirisca Grecco ao receber o Passaporte Alegretense - Foto: Nani Albuquerque |
O hômi veio pra ser um dos jurados do festival que
conquistou no ano passado, o Canto Farroupilha que está na sua terceira edição e
acontece dentro do Acampamento Farroupilha, no Parque de Culturas, Gineteadas
e Leilões Drº Lauro ‘Dornél’. Aqui no Baita Chão, certamente. E concedeu um baita
show no dia 12 (segunda-feira) junto com a sua La Comparsa Eletrica.
Além de uma entrevista especial para a equipe do Baita
Chão News, Pirisca Grecco recebeu o PASSAPORTE TEMPORÁRIO que lhe conferiu o
visto por tempo indeterminado nas terras da República Federativa do Alegrete.
Um aval que a Polícia Federal Alegretense e o Palácio do Governo concedeu ao
gaúcho que é uruguaianense e, por isso, ‘dos estrangeiro’. Fontes nos
informaram que hômi vai enquadrar o Passaporte que recebeu do BCN pra colocar
em cima da lareira lá nas casa.
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| Pirisca Grecco exibindo o seu visto ao lado da repórter do BCN, Márcia Pilar. - Foto: Nani Albuquerque |
Cria dos Festivais, Pirisca é uma das forças que
participam da luta para que os concursos de música Nativista não se estingam e
se utiliza da Internet para unir músicos: “Acho que esse é o jeito, assim
estamos derrubando cercas para podermos ser todos gaúchos, né?! Uruguaianenses,
Alegretenses, Itaquienses e por aí vai. O bom mesmo aqui. A gente passa aí as
fronteiras e já começam a cair barreiras. Mas o Paraíso é mesmo aqui, onde
estão as mulheres mais bonitas, a carne boa e o futebol bem jogado só tem aqui
no Rio Grande do Sul”.
E continua: “Os Festivais não podem acabar, tem que ter
resistência. Sou cria de tudo isso, dos CTGs, da Califórnia da Canção e o meu
palco são os Festivais. É muito bom tu vir aqui e cantar músicas tuas para um
público legal, que vai acompanhar a tua letra. E os Festivais são uma forma de
incentivar a gurizada a compor, a cantar e a estudar o gauchismo. E isso aqui
não pode morrer!”.
Sobre bairrismos e identidade gauchesca, Pirisca Grecco diz:
“Na verdade eu já enxerguei bem assim numa época, mas como a gente começa a
transitar e a viver muito fora de casa... em rancho alheio, a gente acaba vendo
as coisas de outra forma e então que Uruguaiana acabou ficando um pouco longe
de tudo, afastado do Alegrete, de Itaqui, da Argentina...”.
E como ele mesmo falava após cada música: "Muchas gracias, Alegrete". Nós do BCN te dizemos MUCHAS GRACIAS, PIRISCA!

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